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Subjetivação e Educação Indígena

José Mendes Fonteles Filho, ou Babi Fonteles, como é conhecido, é pós-Doutor em Antropologia, possui doutorado em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (2003) e graduação de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP (1990). Atualmente é Professor Associado IV do Departamento de Estudos Especializados (DEE) da Faculdade de Educação – FACED/UFC, onde ministra as disciplinas Educação Indígena, Educação Popular, Educação e Movimentos Sociais. Tem experiência nas áreas de Antropologia, Filosofia, Educação e Metodologia da Pesquisa, atuando principalmente nos temas: Cultura e Processos de Subjetivação, Educação Indígena, Formação de Professores, Movimentos Sociais, Arte-Educação e Epistemologia das Ciências Humanas. É membro da Associação Internacional de Inclusão, Interculturalidade e Inovação Pedagógica – AIIIIPe, da Red Interuniversitaria Educación Superior Y Pueblos Indígenas de America Latina – RED ESIAL e do Grupo Salamanca de Investigación en Antropología del Derecho en Iberoamérica (GSIADI). É também músico, compositor e cantor.

Em 1998, o Prof. Babi Fonteles iniciou uma inusitada pesquisa-intervenção sobre o recente processo de organização das escolas diferenciadas indígenas no Ceará e no Brasil, produzindo intervenções pioneiras na construção desta modalidade de educação na Região Nordeste, como o são a criação dos cursos de formação de professores indígenas em nível médio: Curso de Magistério Indígena Tremembé – MIT e Curso de Magistério Indígena Tapeba, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé – MITPJK, criados em 2001. Posteriormente, atuou diretamente na criação dos cursos de nível superior: Curso de Magistério Indígena Tremembé Superior – MITS e o Curso de Magistério Indígena Superior Intercultural dos Povos Pitaguary, Tapeba, Kanindé, Jenipapo-Kanindé e Anacé – MISI-PITAKAJÁ, criado em 2009.

Sua tese de doutorado, defendida em 2003 é o registro dos anos iniciais desse exitoso projeto, que se constitui um marco do protagonismo dos povos indígenas no campo de educação, mas também para a universidade brasileira, como um modelo de inclusão social dos povos indígenas no ensino superior.

A seguir, veja o texto completo da tese de doutorado do professor Babi Fonteles:

A educação escolar indígena: caminhos à inovação pedagógica

REFERÊNCA BIBLIOGRÁFICA: LEITE, Adriana Antero; BARBOSA, Germana Castro. A educação Escolas Indígena: caminhos à inovação pedagógica. In: V Confresso Nacional de Educação – CONEDU, Pernambuco: Recife, 2018. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2018/TRABALHO_EV117_MD1_SA5_ID5581_10092018210415.pdf Acesso em 06 de setembro de 2021


RESUMO: O presente artigo é parte das pesquisas e leituras realizadas durante o período em que buscou-se encontrar práticas pedagógicas inovadoras, a fim de construir a dissertação que deveria ser desenvolvida no âmbito do Mestrado em Ciências da Educação-Inovação Pedagógica da Universidade da Madeira, Portugal. Como aparentou-se difícil de encontrar em escolas regulares algum tipo de inovação pedagógica, passou-se então a buscar em outros modelos educacionais diferenciados uma alternativa que pudesse atender ao objetivo da linha de pesquisa: investigar inovação pedagógica. Nas andanças pelo interior do Estado do Ceará, deparou-se com a terra do povo Tremembé, localizada no município de Itarema, na Praia de Almofala. Localizou-se nessa comunidade indígena uma escola que indiciava uma prática pedagógica fora dos padrões comuns. Com base nos estudos teóricos, partiu-se inicialmente com Manacorda (2010), para traçar um breve relato histórico da educação escolar. Toffler (2001), Kuhn (2009) e outros autores possibilitaram que se compreendesse o paradigma fabril. Assim, com apoio em Fino (2001, 2008, 2011a, 2011b) conseguiu-se estabelecer o elo entre os conceitos para entender e explicar a inovação pedagógica e encontrar na educação escolar indígena os vestígios estudados. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, do tipo etnográfico, com observação participante. Para a coleta de dados, foram utilizadas entrevistas, fotografias, documentos, olhares e gestos. Concluiu-se que a escola diferenciada é um lugar de reinvenção da identidade E das práticas culturais indígenas que se sobrepõem ao modelo fabril, configurando uma ruptura com o paradigma atual

Avaliação da implementação da política de educação escolar indígena no território Tapeba (CE)

O presente estudo teve como objetivo avaliar a política de Educação Escolar Indígena no recorte de seu processo de implementação no território Tapeba, em Caucaia/Ce. Teve como propósito de avaliação, ser uma pesquisa de caráter qualitativo, utilizando como método a avaliação em profundidade. Os objetivos estabelecidos foram primeiramente conhecer o histórico de implementação da política no estado do Ceará, e em específico no território Tapeba, levando em consideração o contexto de etnogênese dos povos indígenas do estado e região. Em seguida, compreender a relação que se estabelece entre Estado e população indígena, no campo das disputas políticas em torno da afirmação da identidade étnica e conquista de território. A pesquisa realizou-se em algumas etapas: num primeiro momento consistiu na definição de categorias, a luz das quais iriam ser analisados as diretrizes e execução da política no contexto local – Identidade e Territorialidade; em seguida foram analisados documentos que fundamentam legalmente a existência da política num contexto nacional e local, no caso, do Estado do Ceará; depois veio a etapa da pesquisa de campo propriamente dita, com a utilização da observação participante e entrevistas em profundidade utilizados como instrumentais. Por fim, a análise das diferentes compreensões entre Estado e lideranças Tapeba, a respeito da educação diferenciada indígena. Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de repensar a condução do processo de implementação, tanto no que se refere ao contexto local, como no âmbito nacional, garantindo o respeito ao princípio da equidade, fundante nas políticas que se pretendem a resolver ou minimizar a problemática da exclusão social.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

A educação intercultural e a identidade Pitaguary na aldeia e em seu contexto urbano

Trabalho apresentado na 30ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2016, João Pessoa/PB por André Barbosa de Oliveira (Universidade Federal do Ceará)

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.30rba.abant.org.br

Povos indígenas no Nordeste: uma contribuição a reflexão histórica sobre os processos de resistência, afirmação e emergência étnica

Texto para o Seminário Temático 52 / História indígena no Brasil: perspectivas interdisciplinares, apresentado no ANPUH – XXII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – João Pessoa, 2003.

Autor: Edson Silva (UFPE)

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Pesquisador: Raphael Sampaio Colares

Fonte: http://anais.anpuh.org