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Saberes ancestrais indígenas dos Tapebas de Caucaia-CE: contribuições e diálogos com a educação ambiental dialógica

A Educação Ambiental Dialógica busca a inserção dos saberes populares na construção de uma práxis crítica, reveladora de uma nova forma de conceber o conhecimento. Dessa forma, os indígenas, diante de sua tradição cultural ancestral, mostram que têm muito a colaborar com a tessitura de práticas educativas ambientais. Nesta pesquisa tenho como objetivo discutir como os saberes ancestrais dos Tapeba de Caucaia (CE) podem contribuir e dialogar com a Educação Ambiental Dialógica. Nesse sentido, esta pesquisa nasceu com o propósito de colocar em cena e em relações igualitárias as lógicas, práticas e modos culturais diversos de pensar, atuar e viver desse povo, de modo que possamos atentá-las de forma solidária. A pesquisa é qualitativa (MINAYO, 2007), de caráter etnográfico (GEERTZ, 2008). A maior coleta de dados se deu a partir da relação, do estar com eles, dentro de suas realidades. Ainda assim, contei com a realização de entrevistas, narrativas orais e do Círculo Dialógico (FIGUEIREDO, 2012), resultado da aliança entre o Círculo de Cultura proposto por Paulo Freire e o Círculo Dialógico-Afetivo Ecobiográfico, sinteticamente chamado de Círculo Ecobiográfico, abordagem construída por Ferreira (2011). Paulo Freire está enraizado em todas as partes deste trabalho, por meio de suas contribuições teóricas e práticas. A Educação Ambiental Dialógica (FIGUEIREDO, 2007) toma para si os aportes deixados por esse autor e dialoga com a Educação Ambiental Crítica para, assim, nascer de maneira sólida e sensível ao cenário educacional, social e político. A Perspectiva Eco-Relacional, desenvolvida por Figueiredo (2007), aponta para o horizonte da relação afetiva com o ambiente. Ciampa (2004; 2005) deu preciosa contribuição ao servir de suporte para a reflexão e entendimento sobre a questão da identidade. Por sua vez, Aníbal Quijano (1993; 2005; 2010), Walsh (2008) e Figueiredo (2009; 2010) foram essenciais para a discussão acerca da colonialidade/descolonialidade. Já para tratarmos a respeito da Interculturalidade Crítica, servimo-nos dos aportes deixados por Walsh (2008), Fleuri (1998), Figueiredo (2009b). Como contribuição da Ancestralidade Tapeba para o fazer e o pensar em Educação Ambiental Dialógica, podemos dizer que os saberes ancestrais ultrapassam o entendimento de meros registros históricos e são sentidos como guardiões da sabedoria de todo um povo, conotando, também, ensinamentos para a convivência em grupo. Esses saberes revelam que o trato com o ambiente deve se dar de forma afetiva a partir do respeito, do cuidado e da valorização. Além disso, a Ancestralidade Tapeba acredita numa relação horizontal entre todos os elementos da natureza, na qual o amor é cultivado, sendo todos essenciais a uma vida em harmonia. O Toré, por sua vez, é um exemplo de coesão, organização dos participantes e sua conexão com a espiritualidade, fundamental para uma prática educativa nesse âmbito. Os indígenas têm a sabedoria e a paciência de acatar o tempo natural do ciclo da vida, esperando o melhor momento para realizar suas atividades de pesca, caça e plantio. Além disso, ensinam a ter o ambiente como parceiro, demonstrando preocupação com as gerações futuras.

Autor(es): XIMENES, Ana Karolina Pessoa Bastos

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

Educação ambiental dialógica e descolonialidade com crianças indígenas Tremembé: vinculação afetiva pessoa-ambiente na Escola Maria Venância

A proposta da investigação perpassou a vertente da descolonialidade, promovendo o diálogo entre o saber indígena e o saber científico sobre as práticas educativas com enfoque na Educação Ambiental Dialógica (EAD) na Perspectiva Eco-Relacional (PER), que visa à desconstrução da exclusão e da discriminação. O objetivo geral foi analisar a vinculação afetiva entre as crianças indígenas Tremembé e o ambiente escolar diferenciado como estratégia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na EAD na PER. Os objetivos específicos foram: investigar a vinculação afetiva entre os(as) educadores(as) e as crianças Tremembé; analisar a colonialidade/descolonialidade ambiental na relação entre pessoa-ambiente; compreender os significados da infância para os(as) indígenas Tremembé e analisar as práticas educativas descolonializantes com base na vinculação afetiva entre as crianças Tremembé e a realidade. O percurso metodológico da tese foca-se na Abordagem Qualitativa e na Pesquisa Intervenção Engajada em EAD na PER, caracterizamos os autores e atores da investigação (crianças, educadores, lideranças Tremembé) e detalhamos as etapas da coleta de dados, como a realização de entrevistas semiestruturadas, oficinas, observação participante e pesquisa documental; e para a análise de dados, utilizamos a análise de conteúdo. Neste estudo, a proposição foi observar e interagir com as crianças, considerando-as sujeitos com algo significativo para nos dizer, em relação aos(às) educadores(as), à família e à comunidade. Pudemos investigar os significados da infância para o Tremembé como um ser singular e com um jeito particular de ser, pois está relacionada às especificidades da cultura, do contexto social, da história de vida e das relações familiares, assim como verificamos em outras constituições de infâncias, pois consideramos as crianças de maneira geral únicas em sua singularidade. Tivemos como foco principal investigar a vinculação afetiva entre as crianças indígenas Tremembé e o ambiente escolar diferenciado como estratégia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na Educação Ambiental Dialógica, na Perspectiva Eco-Relacional, em que consideramos como essenciais os laços afetivos na relação entre os(as) educadores(as) e as crianças Tremembé para a constituição da Educação Escolar Diferenciada Tremembé. Foi possível analisar a relação entre as crianças e o ambiente, que perpassaram as influências colonializantes de outras realidades e a presença de práticas educativas descolonializantes com as crianças e os(as) educadores(a) Tremembé. Podemos constatar que é fundamental para os seres humanos indígenas e não indígenas valorizar a cultura indígena (das diversas etnias) em razão dos contributos que estes saberes proporcionam, tais como a valorização da afetividade, do modo de se relacionarem entre si e com a natureza. Foi essencial analisar o cotidiano, as atividades realizadas, o relacionamento com a família e a comunidade, as maneiras de brincar, como aprendem e ensinam em sua cultura. A pesquisa promoveu a relação dialógica e afetiva entre criança e ambiente no contexto indígena Tremembé, em uma educação que reconhece as questões ambientais e afetivas no processo de formação, produção, ressignificação e aquisição de conhecimentos. Este trabalho, em sua dimensão dialógica, gerou contribuições para a Educação Escolar Diferenciada Tremembé Infantil e suas relações com a família e a comunidade, pois foi uma proposta de interação prática com a realidade, ou seja, a elaboração parceira de saberes ambientais e populares pelos(as) atores(as)/autores(as) sociais e a pesquisadora.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10475

Práticas Pedagógicas em Educação Ambiental: A Escola Diferenciada de Educaçao Infantil e Ensino Fundamental Tapeba Conrado Teixeira.

Este trabalho relata uma investigação de cunho etnográfico sobre as práticas pedagógicas em Educação Ambiental da escola diferenciada indígena. Trata-se de um estudo de caso, descritivo, com abordagem qualitativa, de uma escola diferenciada, situada em Caucaia- Ceará. Nesta perspectiva, os caminhos traçados no percurso investigativo envolveram pesquisa bibliográfica, documental e de campo acerca da temática indígena, utilizou-se a técnica de entrevistas semi-estruturadas com os professores, alunos e liderança, além de observação participante. Registrou-se ainda, conversas informais. Aplicou-se questionários com os professores e a diretora. A coleta de dados ocorreu no período de setembro a dezembro de 2006. Os contatos preliminares com sujeitos da pesquisa aconteceram em 2005. Os dados foram analisados, sobretudo, tomando-se como referência as concepções e práticas pedagógicas em Educação Ambiental dos professores. Pela análise dos dados, verificou-se entre os cinco professores selecionados que suas práticas pedagógicas estão centradas no incentivo à conservação dos recursos naturais. Há uma certa sensibilização dos alunos ao apresentarem atitudes preservacionistas e respeito ao ambiente natural. Os docentes fazem reflexões, durante as aulas na escola e nas de campo, na formação de comportamentos consubstanciados na Educação Ambiental Comportamental e no enfrentamento dos problemas ambientais vivenciados pela etnia Tapeba. De modo geral, os alunos começam a perceber as relações de interdependência dos seres humanos, seu meio físico, biológico e cultural. As atividades educativas do professorado possuem tendência conservacionista, especialmente dos ambientes natural e cultural. A comunidade escolar sente-se bastante motivada com a preservação do meio ambiente na aldeia.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

Conhecimentos tradicionais indígenas: a biopirataria no Brasil frente ao processo de globalização

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da Universidade de Caxias do Sul, por Marcelo Loeblein dos Santos.

Orientadora: Professora Dra. Raquel Fabiana Lopes Sparemberger

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Pesquisador: Natiane Muliterno da Cunha Lessa

Fonte: https://repositorio.ucs.br/

Políticas afirmativas na Universidade Federal do Ceará: desafios e conquistas do curso de Magistério Indígena Tremembé Superior – MITS

Dissertação de mestrado profissional apresentada ao Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior (Poleduc) da Universidade Federal do Ceará, por Selma Helena Marcos Ribeiro.

Orientadora: Profa. Dra. Sueli Maria de Araújo Cavalcante

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Pesquisador: Raphael Sampaio Colares

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/

Política de Assistência Social e povos indígenas: um estudo sobre o trabalho social com famílias realizado nos CRAS Indígenas que atendem as etnias Pitaguary e Jenipapo-Kanindé na Região Metropolitana de Fortaleza

Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Acadêmico em Serviço Social, Trabalho e Questão Social do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Estadual do Ceará, por Valdênia Lourenço de Sousa.
Orientador: Prof. Dr. Frederico Jorge Ferreira da Costa

Pesquisador: Raphael Sampaio Colares

Fonte: http://www.uece.br/mass

“Nós temos que assumir que somos índios e quebrar esse preconceito”: estudantes Tapeba e o reconhecimento da identidade indígena

Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Estadual do Ceará, por Juliana Lustosa Jucá.

Orientador: Prof. Dr. Jourberth Max Maranhão P. Aires

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Pesquisador: Raphael Sampaio Colares

Fonte: http://www.uece.br/politicasuece

 

Práticas Pedagógicas em Educação Ambiental – a Escola Diferenciada de Educação Indígena Infantil e Ensino Fundamental Tapeba

Dissertação apresentada à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, da Universidade Federal do Ceará, por Tereza Cristina Cruz Almeida.

Orientadora: Prof.ª Dra. Kelma Socorro Lopes de Matos

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Pesquisador: Raphael Sampaio Colares

Fonte: http://http://www.repositorio.ufc.br