Arquivo da categoria: Educação Indígena

A EDUCAÇÃO INDÍGENA E O ENSINO DE GEOGRAFIA NA ESCOLA DIFERENCIADA JENIPAPO-KANINDÉ

Este trabalho relata a experiência do Estágio Curricular Supervisionado em Geografia II, uma disciplina do curso de Geografia do 6° semestre, realizou-se na Escola de Educação Diferenciada Jenipapo-Kanindé, no município de Aquiraz/CE, tendo como objetivo geral compreender como a Geografia é tratada no ambiente escolar indígena. Foi analisado o contexto histórico e espacial onde a tribo está inserida, com intuito de pesquisar suas origens e como as tradições culturais são fortalecidas através da educação .Fomos instigados a perceber como se dá os processos de ensino-aprendizagem a partir de um ensino diferenciado.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos

NARRATIVAS DE PROFESSORES INDÍGENAS SOBRE O COTIDIANO ESCOLAR: perspectivas e desafios para pensar a educação escolar indígena

O presente artigo traz uma discussão sobre como as professoras indígenas que atuam no Ensino Fundamental I, na Escola Índios Tapeba, no Estado do Ceará, desenvolvem suas práticas pedagógicas em sala de aula para que o projeto de educação diferenciada e intercultural seja efetivado em sala de aula. As discussões aqui apresentadas tratam de parte dos resultados das entrevistas realizadas durante aminha pesquisa de Dissertação de Mestrado em Formação de Professores na UEPB.A pesquisa realizada se situa no campo da Educação com ênfase nos estudos sobre formação de professores em interface com os estudos sobre interculturalidade. Foi utilizado como referencial teórico os estudos desenvolvidos por Tardif (2002), Candau (2011), Bergamaschi (2012) e Chauí (2014). Como metodologia, foi utilizada a pesquisa qualitativa do tipo etnográfica. O artigo, leva-nos a refletir sobre quais a importância e da formação em magistério nas práticas pedagógicas dos professores indígenas. Também nos instiga a pensar de que modo essa formação em magistério tem contribuído para o desenvolvimento de uma educação escolar indígena diferenciada e intercultural.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://periodicos.uern.br/index.php/RECEI/article/view/2303

Saberes ancestrais indígenas dos Tapebas de Caucaia-CE: contribuições e diálogos com a educação ambiental dialógica

A Educação Ambiental Dialógica busca a inserção dos saberes populares na construção de uma práxis crítica, reveladora de uma nova forma de conceber o conhecimento. Dessa forma, os indígenas, diante de sua tradição cultural ancestral, mostram que têm muito a colaborar com a tessitura de práticas educativas ambientais. Nesta pesquisa tenho como objetivo discutir como os saberes ancestrais dos Tapeba de Caucaia (CE) podem contribuir e dialogar com a Educação Ambiental Dialógica. Nesse sentido, esta pesquisa nasceu com o propósito de colocar em cena e em relações igualitárias as lógicas, práticas e modos culturais diversos de pensar, atuar e viver desse povo, de modo que possamos atentá-las de forma solidária. A pesquisa é qualitativa (MINAYO, 2007), de caráter etnográfico (GEERTZ, 2008). A maior coleta de dados se deu a partir da relação, do estar com eles, dentro de suas realidades. Ainda assim, contei com a realização de entrevistas, narrativas orais e do Círculo Dialógico (FIGUEIREDO, 2012), resultado da aliança entre o Círculo de Cultura proposto por Paulo Freire e o Círculo Dialógico-Afetivo Ecobiográfico, sinteticamente chamado de Círculo Ecobiográfico, abordagem construída por Ferreira (2011). Paulo Freire está enraizado em todas as partes deste trabalho, por meio de suas contribuições teóricas e práticas. A Educação Ambiental Dialógica (FIGUEIREDO, 2007) toma para si os aportes deixados por esse autor e dialoga com a Educação Ambiental Crítica para, assim, nascer de maneira sólida e sensível ao cenário educacional, social e político. A Perspectiva Eco-Relacional, desenvolvida por Figueiredo (2007), aponta para o horizonte da relação afetiva com o ambiente. Ciampa (2004; 2005) deu preciosa contribuição ao servir de suporte para a reflexão e entendimento sobre a questão da identidade. Por sua vez, Aníbal Quijano (1993; 2005; 2010), Walsh (2008) e Figueiredo (2009; 2010) foram essenciais para a discussão acerca da colonialidade/descolonialidade. Já para tratarmos a respeito da Interculturalidade Crítica, servimo-nos dos aportes deixados por Walsh (2008), Fleuri (1998), Figueiredo (2009b). Como contribuição da Ancestralidade Tapeba para o fazer e o pensar em Educação Ambiental Dialógica, podemos dizer que os saberes ancestrais ultrapassam o entendimento de meros registros históricos e são sentidos como guardiões da sabedoria de todo um povo, conotando, também, ensinamentos para a convivência em grupo. Esses saberes revelam que o trato com o ambiente deve se dar de forma afetiva a partir do respeito, do cuidado e da valorização. Além disso, a Ancestralidade Tapeba acredita numa relação horizontal entre todos os elementos da natureza, na qual o amor é cultivado, sendo todos essenciais a uma vida em harmonia. O Toré, por sua vez, é um exemplo de coesão, organização dos participantes e sua conexão com a espiritualidade, fundamental para uma prática educativa nesse âmbito. Os indígenas têm a sabedoria e a paciência de acatar o tempo natural do ciclo da vida, esperando o melhor momento para realizar suas atividades de pesca, caça e plantio. Além disso, ensinam a ter o ambiente como parceiro, demonstrando preocupação com as gerações futuras.

Autor(es): XIMENES, Ana Karolina Pessoa Bastos

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

Educação ambiental dialógica e descolonialidade com crianças indígenas Tremembé: vinculação afetiva pessoa-ambiente na Escola Maria Venância

A proposta da investigação perpassou a vertente da descolonialidade, promovendo o diálogo entre o saber indígena e o saber científico sobre as práticas educativas com enfoque na Educação Ambiental Dialógica (EAD) na Perspectiva Eco-Relacional (PER), que visa à desconstrução da exclusão e da discriminação. O objetivo geral foi analisar a vinculação afetiva entre as crianças indígenas Tremembé e o ambiente escolar diferenciado como estratégia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na EAD na PER. Os objetivos específicos foram: investigar a vinculação afetiva entre os(as) educadores(as) e as crianças Tremembé; analisar a colonialidade/descolonialidade ambiental na relação entre pessoa-ambiente; compreender os significados da infância para os(as) indígenas Tremembé e analisar as práticas educativas descolonializantes com base na vinculação afetiva entre as crianças Tremembé e a realidade. O percurso metodológico da tese foca-se na Abordagem Qualitativa e na Pesquisa Intervenção Engajada em EAD na PER, caracterizamos os autores e atores da investigação (crianças, educadores, lideranças Tremembé) e detalhamos as etapas da coleta de dados, como a realização de entrevistas semiestruturadas, oficinas, observação participante e pesquisa documental; e para a análise de dados, utilizamos a análise de conteúdo. Neste estudo, a proposição foi observar e interagir com as crianças, considerando-as sujeitos com algo significativo para nos dizer, em relação aos(às) educadores(as), à família e à comunidade. Pudemos investigar os significados da infância para o Tremembé como um ser singular e com um jeito particular de ser, pois está relacionada às especificidades da cultura, do contexto social, da história de vida e das relações familiares, assim como verificamos em outras constituições de infâncias, pois consideramos as crianças de maneira geral únicas em sua singularidade. Tivemos como foco principal investigar a vinculação afetiva entre as crianças indígenas Tremembé e o ambiente escolar diferenciado como estratégia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na Educação Ambiental Dialógica, na Perspectiva Eco-Relacional, em que consideramos como essenciais os laços afetivos na relação entre os(as) educadores(as) e as crianças Tremembé para a constituição da Educação Escolar Diferenciada Tremembé. Foi possível analisar a relação entre as crianças e o ambiente, que perpassaram as influências colonializantes de outras realidades e a presença de práticas educativas descolonializantes com as crianças e os(as) educadores(a) Tremembé. Podemos constatar que é fundamental para os seres humanos indígenas e não indígenas valorizar a cultura indígena (das diversas etnias) em razão dos contributos que estes saberes proporcionam, tais como a valorização da afetividade, do modo de se relacionarem entre si e com a natureza. Foi essencial analisar o cotidiano, as atividades realizadas, o relacionamento com a família e a comunidade, as maneiras de brincar, como aprendem e ensinam em sua cultura. A pesquisa promoveu a relação dialógica e afetiva entre criança e ambiente no contexto indígena Tremembé, em uma educação que reconhece as questões ambientais e afetivas no processo de formação, produção, ressignificação e aquisição de conhecimentos. Este trabalho, em sua dimensão dialógica, gerou contribuições para a Educação Escolar Diferenciada Tremembé Infantil e suas relações com a família e a comunidade, pois foi uma proposta de interação prática com a realidade, ou seja, a elaboração parceira de saberes ambientais e populares pelos(as) atores(as)/autores(as) sociais e a pesquisadora.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10475

Educação escolar dos índios : consensos e dissensos no projeto de formação docente Tapeba, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé

Neste trabalho temos como objeto de estudo o espaço político dos debates entre os formadores indígenas (professores e lideranças) acerca do projeto de formação de seus docentes, na proposição e gestão de um ensino escolar diferenciado. Em tais debates encontra-se manifesto o processo de constituição dos índios enquanto sujeitos políticos, reivindicando direitos sócio-culturais e históricos informadores do movimento indígena. Além disso, a ocorrência de alguns dissensos nestes debates nos fizeram pensar na necessidade de, em alguns momentos, transcendermos a literalidade dos discursos, atentando para o não-dito e as subjetividades e intersubjetividades presentes nos processos de interação entre os sujeitos/atores/autores implicados. Neste sentido, encontramos na proposta metodológica da entrevista compreensiva (KAUFMANN, 1996), referenciando uma leitura complementar de diversos conceitos sócio-antropológicos, uma das nossas principais orientações. Dando voz aos sujeitos entrevistados e partindo de suas falas, buscamos investigar os significados das ações destes indivíduos, concebendo-os como sujeitos históricos. O objetivo central da pesquisa é, portanto, a compreensão dos diferentes sentidos atribuídos ao ser professor indígena e à escola diferenciada nas discussões a respeito das experiências de formação docente vivenciadas no Magistério Tapeba, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé, iniciado em 2001 e concluído em 2005 no estado do Ceará.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/14609

Avaliação da implementação da política de educação escolar indígena no território Tapeba (CE)

O presente estudo teve como objetivo avaliar a política de Educação Escolar Indígena no recorte de seu processo de implementação no território Tapeba, em Caucaia/Ce. Teve como propósito de avaliação, ser uma pesquisa de caráter qualitativo, utilizando como método a avaliação em profundidade. Os objetivos estabelecidos foram primeiramente conhecer o histórico de implementação da política no estado do Ceará, e em específico no território Tapeba, levando em consideração o contexto de etnogênese dos povos indígenas do estado e região. Em seguida, compreender a relação que se estabelece entre Estado e população indígena, no campo das disputas políticas em torno da afirmação da identidade étnica e conquista de território. A pesquisa realizou-se em algumas etapas: num primeiro momento consistiu na definição de categorias, a luz das quais iriam ser analisados as diretrizes e execução da política no contexto local – Identidade e Territorialidade; em seguida foram analisados documentos que fundamentam legalmente a existência da política num contexto nacional e local, no caso, do Estado do Ceará; depois veio a etapa da pesquisa de campo propriamente dita, com a utilização da observação participante e entrevistas em profundidade utilizados como instrumentais. Por fim, a análise das diferentes compreensões entre Estado e lideranças Tapeba, a respeito da educação diferenciada indígena. Os resultados da pesquisa apontam para a necessidade de repensar a condução do processo de implementação, tanto no que se refere ao contexto local, como no âmbito nacional, garantindo o respeito ao princípio da equidade, fundante nas políticas que se pretendem a resolver ou minimizar a problemática da exclusão social.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

Práticas Pedagógicas em Educação Ambiental: A Escola Diferenciada de Educaçao Infantil e Ensino Fundamental Tapeba Conrado Teixeira.

Este trabalho relata uma investigação de cunho etnográfico sobre as práticas pedagógicas em Educação Ambiental da escola diferenciada indígena. Trata-se de um estudo de caso, descritivo, com abordagem qualitativa, de uma escola diferenciada, situada em Caucaia- Ceará. Nesta perspectiva, os caminhos traçados no percurso investigativo envolveram pesquisa bibliográfica, documental e de campo acerca da temática indígena, utilizou-se a técnica de entrevistas semi-estruturadas com os professores, alunos e liderança, além de observação participante. Registrou-se ainda, conversas informais. Aplicou-se questionários com os professores e a diretora. A coleta de dados ocorreu no período de setembro a dezembro de 2006. Os contatos preliminares com sujeitos da pesquisa aconteceram em 2005. Os dados foram analisados, sobretudo, tomando-se como referência as concepções e práticas pedagógicas em Educação Ambiental dos professores. Pela análise dos dados, verificou-se entre os cinco professores selecionados que suas práticas pedagógicas estão centradas no incentivo à conservação dos recursos naturais. Há uma certa sensibilização dos alunos ao apresentarem atitudes preservacionistas e respeito ao ambiente natural. Os docentes fazem reflexões, durante as aulas na escola e nas de campo, na formação de comportamentos consubstanciados na Educação Ambiental Comportamental e no enfrentamento dos problemas ambientais vivenciados pela etnia Tapeba. De modo geral, os alunos começam a perceber as relações de interdependência dos seres humanos, seu meio físico, biológico e cultural. As atividades educativas do professorado possuem tendência conservacionista, especialmente dos ambientes natural e cultural. A comunidade escolar sente-se bastante motivada com a preservação do meio ambiente na aldeia.

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3294

A educação intercultural e a identidade Pitaguary na aldeia e em seu contexto urbano

Trabalho apresentado na 30ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2016, João Pessoa/PB por André Barbosa de Oliveira (Universidade Federal do Ceará)

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Pesquisador: Vanessa Lopes da Silva (Mel)

Fonte: http://www.30rba.abant.org.br

Povos indígenas, conhecimentos tradicionais e diálogo de saberes nas instituições de educação superior: desafios para uns e outros

Artigo publicado na Série-Estudos – Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB, Campo Grande, MS, n. 34, p. 179-188, jul./dez. 2012, por Antonio J. Brand e Valéria A. M. de Oliveira Calderoni

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Pesquisador: Natiane Muliterno da Cunha Lessa

Fonte: http://www.serie-estudos.ucdb.br/index.php/serie-estudos